| — | Campos, 120 horas. |
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
“Clara viajou no feriado de 7 de Setembro, foi para a cidade de algum tio fumante. Quando acordei na quinta de manhã, me deparei com um bilhetinho laranjado que Clara havia me deixado no balcão da cozinha. Não havia ponto nos ”i”, e nenhum sinal de amor. Mas já estava acostumado com o garrancho que era o amor de Clara, assim como sua letra e ela toda. Espero que não encontre outra Clara em um fim de semana, pois não encontrarei outro Campos em uma vida toda, foi o que Clara deixou para mim naquele pedaço de papel laranjado. Soou como um adeus, verifiquei seu armário para me certificar que suas roupas ainda estavam ali, e que aquilo não tinha sido um adeus. As roupas estavam, e o gosto de adeus na minha boca também. Uma sensação estranha de perda. Os dias sem ela fora um incômodo de 120 horas e alguns segundos. Fumei demais e escrevi de menos. Clara esquecera de avisar por quantos finais de semana ficaria fora, não estava contando mas sentia na pele que já se passara um mês. Aquele bilhete era um adeus, Clara não voltaria para buscar suas roupas nem a mim. Eu sentia que estava enlouquecendo. Céus! Quando foi que me permiti amar demais essa mulher?!”
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