— Vai abrindo a boca.
Sua mão lhe prendia o pescoço e ela respirava aos barrancos.
— Me deixe respirar!
Ele frouxou os dedos e segurou-a pelos braços de costas para a parede. Tocou-lhe a testa com a sua própria.
— Por que você faz isso?
— Me largue, por favor.
Beijou-a. Furiosamente arrancou-lhe sangue dos lábios. Ela gritou, mas não o fez parar. Ele, no entanto, parou por conta própria.
— Você gosta?
Ela fez que sim com a cabeça.
— Não gosta, não. Sabe do que você gosta? Daquele cara. Aquele que saiu daqui ainda pouco. Olha pra você, ainda está soando. O sexo com ele é melhor?
— Não seja idiota.
— Quando ele te bate você sente tesão? Quando ele te aperta assim?
Segurou-a pelas pernas e a suspendeu na altura de sua cintura. Empresou-a contra a parede e ela respirava abafado.
— Ele faz tão bem assim? Ele não me parece fazer seu tipo.
— E desde quando você sabe o meu tipo? — Disse ela com tom de ironia.
— Tá na sua cara. Ele só parece ser mais um daqueles caras que você usa na tentativa de esquecer alguém. — ele retrucou.
— Você não me conhece.
— Verdade. Eu realmente não lhe conheço. Mas sei que você quer esquecer alguém. — Ele a deixa, pega sua carteira de cigarros e anda em direção à porta.
— Ei, não vai embora. — ela grita. - Como você pode falar com tanta certeza assim a meu respeito? Você por acaso conhece ele?
— Nem preciso. Você mesma se entregou quando disse que gostava do jeito como te beijei. — Ele olha para ela sorrindo.
— Ok, você realmente tem razão. Mas você também não sabe o quão ruim é ter que fingir não conhecer alguém com quem você trocou por tanto tempo emoções intensas, brigas, dramas, sexo… — Ela continua. — Aliás, eu realmente gostei da maneira como você me beijou. Por um momento me senti nos braços de outro homem, talvez até melhor. — Ela levanta e vai caminhando até ele.
Ao se aproximar ele a empurra contra parede e a beija. — Gostou? — perguntou com cara de deboche.
— Isso é tudo que sabe fazer? - ela retruca e em seguida o leva para a cama.
— Você não parece tão gostosa e mandona por cima.
— Nem você parece ser aquele homem que me tirou sangue ao me beijar. — ele segura os braços dela e a vira sem a menor delicadeza.
— Agora melhorou? — pergunta ele sorrindo.
— É, até que agora você me parece mais atraente. Mas está me sufocando.
Ele riu e jogou o corpo para o lado.
— O que houve?
— Você já esqueceu quem vem tentando esquecer?
— Eu bem que tento. Mas sou perseguida.
— O que te persegue?
— Tudo. Eu sempre o vejo por aí. Nunca é ele, entende? Mas o mundo inteiro decidiu ter a sua aparência.
— Como assim?
— Em todos os lugares… Ele sempre está lá mesmo não estando.
— Lembra o que o fez ir embora?
— Eu o mandei ir.
— E por quê?
— Você pergunta demais.
— Quero saber porquê tive que ir.
— Eu estava me apaixonando.
— Você não me deu nenhuma explicação.
— Vai embora.
— De novo?
— Sempre.
— Não dessa vez.
Saiu do seu lado e voltou a ficar por cima.
— Sério, cara, me deixa.
Beijou-a tão furiosamente quanto antes. Arrancou-lhe a blusa e lhe sugou os seios. Parou de repente.
— Ainda quer que eu lhe deixe?
— Você nunca vai deixar de ser idiota? Para de falar e continua o que estava fazendo.
Tomou o corpo dela inteiro. Provou e provocou cada pedaço. Ela lhe cortou as costas com as unhas e os barulhos que faziam cortaram o vento que saía pela janela e chegavam aos ouvidos de toda aquela gente que passava pela rua. Não se importavam. Fodiam… Com força.”
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